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Cederj, do Rio, tem planos de abrir cursos de engenharia a distância

DO VALOR ECONÔMICO10 de Fevereiro de 201201

Consórcio carioca revela novidade para 2013

De São Paulo

Ao contrário do que ocorre no mercado privado de ensino, onde a concorrência é acirrada, no setor público as universidades atuam em conjunto na área de educação a distância. As duas principais iniciativas nesse sentido são a Universidade Aberta do Brasil (UAB), parceria de 94 faculdades públicas, e o Cederj, consórcio formado por sete universidades gratuitas do Rio.

Uma das principais novidades na área de ensino a distância vem do Cederj, que tem planos de criar, a partir do próximo ano, cursos de graduação de engenharia. Trata-se de uma iniciativa pioneira, uma vez que os cursos que demandam muitas aulas práticas e, consequentemente, presenciais tornam-se inviáveis em educação a distância. "Temos planos de criar cursos de engenharia civil e produção. Teremos vários laboratórios para as aulas práticas", explicou Carlos Eduardo Bielschowsky, presidente do Cederj e ex-secretário de educação a distância do Ministério da Educação.

Na área privada, cursos de engenharia, medicina e outros que exigem muitas aulas práticas são inviáveis financeiramente porque demandam muitos investimentos em laboratórios e aulas presenciais.

Tanto na Universidade Aberta do Brasil quanto no Cederj a maior parte dos cursos a distância é para formação de professores. No início dos anos 2000, o governo federal iniciou uma frente para formar professores, já que há uma forte carência desse profissional no mercado. Na UAB, dos 204 mil alunos matriculados, 103 mil são de licenciatura.

A Universidade Aberta do Brasil e o Cederj têm juntos 230 mil alunos matriculados em diversas modalidades como bacharelado, especialização, extensão, entre outros. Levando-se em consideração apenas os cursos de graduação (bacharelado, licenciatura e tecnólogo), são aproximadamente 155 mil alunos. Esse volume representa cerca de 15% do total do mercado de ensino a distância no país.

Como acontece na área privada, ainda não há dados concretos sobre como é a empregabilidade de quem se forma pelas universidades públicas. "Não sabemos como o mercado de trabalho enxerga as pessoas formadas a distância. Sei que vários professores foram aprovados em concursos públicos. Pretendemos fazer uma pesquisa para saber como é a receptividade do mercado", disse Bielschowsky. (BK)

(Matéria publicada no jornal Valor Econômico)

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  • Fabiano FRANÇA

    22 de Janeiro de 2014

    Afinal, o curso será lançado ou não?

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