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Países asiáticos se destacam em rankings educacionais

DA PEARSO08 de Maio de 201401

Pesquisa da Pearson com três índices que avaliam a educação em nível global põe no topo Coreia do Sul,Japão, Singapura e Hong Kong (China)

A Pearson, desenvolvedora de soluções para a educação, publicou hoje o estudo internacional The Learning Curve 2014 (A Curva de Aprendizado 2014), classificando o desempenho educacional em 39 países e Hong Kong. O relatório explora fatores relacionados às mudanças de desempenhos globais de educação e à importância das habilidades pessoais para o século 21. O Brasil subiu uma posição em relação ao primeiro ranking, divulgado em 2012; Finlândia, que ocupava o primeiro lugar, caiu para a quinta posição enquanto a Coreia do Sul registrou o índice mais alto, seguida por Japão, Singapura e Hong Kong (China).

 

O novo Global Index of Cognitive Skills and Attainment (Índice global de habilidades cognitivas e de habilitações), compilado pela The Economist Intelligence Unit, constatou que:

O Brasil subiu uma posição em relação ao primeiro ranking, divulgado em 2012, e está em 38º lugar no relatório 2014. Mesmo com a escalada de uma posição no ranking, o País está entre os que registraram queda no índice de desempenho escolar e habilidades cognitivas, ao lado de Argentina e México, que também estão no grupo das seis nações com a maior variação negativa em relação à média global (Tailândia, Colômbia, Argentina, Brasil, México e Indonésia).

 

A Coreia do Sul, Japão, Cingapura e Hong Kong ocupam os primeiros lugares no ranking geral da educação devido a uma "cultura de responsabilidade" na qual professores, alunos e pais se responsabilizam pela educação, sendo que a sociedade valoriza os professores e as escolas muito mais do que em outras partes do mundo.

 

A Finlândia caiu do primeiro para o 5º lugar, principalmente devido a uma diminuição registrada dos conhecimentos em Matemática e Ciência.

 

O Reino Unido se mantém firme na 6ª posição devido à melhor pontuação de seus testes PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) e PIRLS (Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização e Leitura) e um aumento do índice de formação universitária. O Canadá e a Holanda estão também entre as dez principais.

 

Muitas economias emergentes têm aumentado suas verbas para educação - porém isto ainda não melhorou os resultados. Três das maiores economias emergentes, o Brasil, o México e a Indonésia, estão classificadas nos últimos lugares do índice.

 

O relatório que acompanha o estudo A Curva de Aprendizado constatou as informações abaixo, quando o assunto são habilidades, como leitura e uso de Matemática na vida pessoal e nos locais de trabalho, por exemplo. 

 

Todos os adultos perdem suas habilidades com a idade, porém esse declínio é muito mais rápido quando as mesmas não são utilizadas regularmente.

As habilidades somente melhoram em nível nacional quando os governos, os empregadores, as escolas, os estudantes e os pais dão prioridade às mesmas.

 

Com o novo Índice, a Pearson também publicou um novo Banco de Dados, contendo 2,5 mil indicadores sociais, econômicos e educacionais de 50 países. Este Banco de Dados está disponível em thelearningcurve.pearson.com. 

 

O Banco de Dados baseia-se em três dos mais respeitados estudos globais sobre educação - PISA, TIMSS (Tendências Internacionais nos Estudos de Matemática e Ciências), PIRLS - e os associa com as estatísticas nacionais sobre educação, PIB, emprego, índices de criminalidade e outros fatores para criar um conjunto abrangente de informações para uso dos pesquisadores e dos legisladores.

 

A importância da manutenção e expansão das habilidades em adultos

Com o Índice, a Pearson também publicou um amplo relatório sobre a importância das habilidades na melhora dos resultados econômicos e educacionais. Este relatório conclui que:

As estimativas da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) indicam que, na última década, metade do crescimento econômico nos países desenvolvidos foi devido a habilidades melhoradas, destacando a importância de impulsioná-las para ajudar no crescimento da economia do país.

 

É difícil determinar o impacto da educação para adultos nos indivíduos, já que eles são em grande parte já bastante instruídos e qualificados.

A Coreia do Sul ultrapassa todos os outros países em termos de PISA, TIMMS e PIRLS; entretanto, após a idade de 20 anos o teste de habilidades emparelha ou fica abaixo da média, de acordo com os resultados PIAAC (Programa Internacional para a Avaliação de Competências Adultas).

 

Embora os países escandinavos fiquem atrás da Ásia na classificação em educação, sua classificação é alta em termos de retenção de habilidades na idade adulta devido aos incentivos para que os adultos continuem a desenvolver suas habilidades, fornecendo a infraestrutura para tanto.

 

As habilidades básicas obtidas através da educação primária são essenciais para o contínuo desenvolvimento das mesmas e seu uso contínuo na idade adulta torna-se crucial para retardar o inevitável declínio ao longo do tempo.

 

Uma educação melhor significa um maior crescimento econômico

A Curva do Aprendizado demonstra que a educação está correlacionada com o crescimento econômico: o tempo médio de frequência na escola tem sido estatisticamente relacionado com a produtividade no trabalho dos países durante as últimas duas décadas.

 

Países em desenvolvimento como o México, Brasil e a Indonésia apresentam as pontuações mais baixas em termos de PISA, o que coloca em dúvida se essas nações podem sustentar taxas de crescimento econômico no longo prazo.

 

Uma educação eficaz exige responsabilidade e ensino de qualidade

As novas tecnologias exigem que tanto os alunos quanto os professores adquiram uma gama maior de habilidades, descortinando assim a possibilidade para novas técnicas de ensino. Os países e seus governos devem dar importância ao papel dos professores, tratando esta profissão com respeito.

 

Entretanto, o sucesso é obtido quando o aluno é responsabilizado para ter boas notas e o professor pode trabalhar com flexibilidade, destacando, assim, a importância da autossuficiência. Os professores não podem ensinar de forma eficaz quando o programa de ensino é controlado de perto. Por outro lado, é evidente que as expectativas dos pais têm um impacto no desenvolvimento dos alunos e também na sua motivação.

 

Michael Barber, chefe de Educação da Pearson:

"Os governos de todo o mundo estão sob pressão para entregar melhores resultados de aprendizagem, porque isso é cada vez mais importante para o sucesso das pessoas. A Curva de Aprendizado fornece uma base de conhecimento mais profunda sobre exatamente como os sistemas de ensino podem melhorar a si mesmos. A ascensão dos países asiáticos do Pacífico, que combinam sistemas de educação eficazes com uma cultura que valoriza o esforço, é um fenômeno que outros países não podem mais ignorar."

 

John Fallon, CEO da Pearson:

"Um dos problemas universais e endêmicos na educação em quase todos os países é a falta de atenção dada à provisão de competências em países ricos e economias emergentes, e a demanda por habilidades melhores é urgente - ao mesmo tempo em que os governos se esforçam para criar empregos gratificantes para os seus cidadãos.

A Curva de Aprendizado reúne um crescente corpo de evidências sobre o que funciona na educação. A contribuição ainda é pequena, mas importante para melhorar os resultados de aprendizagem em uma base global. Conforme debates educacionais mudam com o tempo para detectarem melhores resultados na aprendizagem, esperamos que o que nós descobrimos possa conduzir os outros a tomarem o bastão e trabalharem mais neste campo."

 

Giovanni Giovannelli, presidente da Pearson para o Brasil:

"A proposta do estudo é mensurar, avaliar e auxiliar gestores do mundo inteiro a melhorar a aprendizagem. Considerando que apenas a Organização das Nações Unidas (ONU) reúne 193 países-membros, a presença do Brasil entre as 40 nações com dados educacionais comparáveis para compor o índice já é considerada um avanço.

A análise dos sistemas internacionais de educação contribui para a definição de políticas educacionais em nível local, regional e nacional e que, no Brasil, contam com testes para se autoavaliar e buscar melhorias, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) - que tem previsão de divulgação para este ano."

 

Para ler o relatório completo, visite: thelearningcurve.pearson.com

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  • EDILA

    16 de Setembro de 2014

    Muito bom!

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